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Mota-Engil constrói linha para a Vale no Malawi

 

A Mota-Engil vai construir o troço ferroviário que permitirá a ligação de Moatize ao Corredor do Nacala, para o escoamento do carvão extraído em Moçambique pela Vale.

 

O contrato representa para a construtora portuguesa um encaixe bruto de 540 milhões de euros. A construção dos 145,1 quilómetros de via férrea deverá prologar-se por 27 meses.

 

A iniciativa é da Vale, que assim se propõe ultrapassar os constrangimentos da linha de Sena para o escoamento do carvão extraído em Moatize, através do porto da Beira. Com a nova ligação, o carvão poderá ser encaminhado até ao porto de Nacala, para ser exportado.

 

O contrato de concessão para a construção e operação da linha foi assinado no final de Dezembro, pelo ministro dos Transportes e Infra-estruturas Públicas do Malawi e o director de operações da Vale Moçambique.

 

O Corredor do Nacala liga a Zâmbia e o Malawi ao porto moçambicano de Nacala, através da CEAR (Caminhos de Ferro da África Oriental e Central). A Vale detém 51% do Corredor do Desenvolvimento do Norte, que gere o Corredor de Nacala, e que por sua vez controla 51% da CEAR.

 

Coincidência ou não, Pires da Fonseca, então ainda o líder da Takargo, esteve uma temporada em Moçambique, no ano passado, ao serviço da Mota-Engil, despistando oportunidades de negócio para o grupo construtor português.

 

 

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